Fonoaudiologia Infantil: o desafio de atender bem crianças

Atualizado: Jun 29

Com um toque de bom humor, carinho e os cuidados certos, atender a garotada fica muito mais divertido e eficiente


A audição é essencial para o desenvolvimento e aprendizado da criança. Daí, um dos ramos mais importantes da fonoaudiologia está justamente focado neste público. A fonoaudiologia infantil apresenta-se como um desafio para muitos profissionais da área e pode-se ser bastante desgastante para os pais e para a criança. Mas saiba que com algumas dicas, é possível atender o público infantil e ainda ganhar a simpatia dos pequenos.


Um dos primeiros erros acontece quando muitos fonoaudiólogos preferem não atender crianças. Os pais reforçam esse preconceito quando acham que “ninguém vai conseguir atender meu filho”. Calma! Com a abordagem correta toda criança pode ser bem atendida em exames e consultas.

O primeiro passo no atendimento pediátrico em fonoaudiologia é gostar de crianças. Ter um pouco de jeito e afinidade com os pequenos já é metade do caminho para o sucesso.

Há todos os tipos de comportamento do paciente. Tem a criança que chora, por medo, existe criança que prefere ficar no celular e há aquelas que adoram falar. Mas tem aquelas que de tanto sentir dor de ouvido, sequer deixam o profissional se aproximar. Nestes casos, o importante é saber cativar e motivar a criança, com uma boa dose de carisma e paciência.

Na clínica FONOTOM atendimento de fonoaudiologia infantil é focado na área de audiologia. Neste texto, a fonoaudióloga Andrea Soares conta um pouco sobre o que considera importante no atendimento pediátrico em fonoaudiologia.

Tudo começa na recepção. Afinal, é o primeiro local onde a criança terá contato com o ambiente. “A FONOTOM tem sempre livros infantis, para diferentes idades, com o intuito de desconectar um pouco a criança do celular, evitando que ela fique agitada demais. É uma maneira de puxar o interesse dela para outros estímulos. Afinal, precisamos da concentração dela dentro da sala de exames.” – explica Andrea.


É importante fazer um espaço dedicado para criança. Uma mesa com lápis e desenhos para colorir, ou um chão em EVA com alguns brinquedos e jogos podem ajudar a deixar a experiência divertida além de ajudar no acolhimento.

Procure sempre buscar a criança na recepção. Abaixe-se para falar com ela, se apresente e aproveite a oportunidade para que ela vá conhecendo o profissional fonoaudiólogo, conversando no caminho e perdendo o medo até a sala.


Na fonoaudiologia infantil é sempre importante personalizar o atendimento. Se o caso for de crianças muito pequenas, que ainda não falam, procure atividades e músicas infantis adequadas para aquela idade. Se for uma criança maior, fale sobre temas do interesse dela. Busque perguntar sobre personagens ou mesmo comentar sobre a rotina dela.

Já no caso de crianças com quadros específicos, como os transtornos do espectro autista, síndromes e outros comprometimentos intelectuais o atendimento em fonoaudiologia infantil requer procedimentos específicos.

“Por isso, é importante conhecer bem o paciente. Essa análise nos permite adequar os protocolos de atendimento de acordo com características e o desempenho de cada criança” – analisa a profissional.

Na FONOTOM a opção é sempre pela sala acústica, ao invés de cabine. Dessa forma, a criança fica mais confortável e sentindo-se segura.

Sala de audiometria Fonotom



Caso seja necessário o uso de cabine, sempre deixe a criança no colo do acompanhante quando pequena. Se ela for mais velha, converse e pergunte se ela prefere companhia dentro da cabine. Quando ela se sente segura o exame flui muito melhor.


A FONOTOM utiliza reforço visual para a audiometria, que pode ser em campo ou com fone de inserção. Os fones supraaurais pesam e dificilmente ficarão corretamente posicionados na cabeça da criança.

Na experiência de fonoaudiologia infantil da FONOTOM, desenvolvemos um reforço visual personalizado e tomamos o cuidado de trocar os bichinhos, que ficam escondidos dentro da caixa, para não chamar a atenção da criança antes da hora.


Aliás, cuidado com o excesso de brinquedos na sala. É importante ter diferentes opções para várias faixas etárias, mas lembre-se que eles não devem ficar expostos. Senão, ao invés de ajudar, acabam atrapalhando o atendimento, tornando-se um foco de distração para os pequenos.

Durante a meatoscopia e imitanciomentria procure uma atividade que distraia a criança, por um curto espaço de tempo. Você pode colocar músicas ou vídeos infantis quando são pequenos. Aqueles pacientes que são mais expansivos, uma boa conversa sobre um assunto que interessa a criança é uma forma de deixar o atendimento mais leve.


E não se preocupe com a conversa com os pais. Lembre-se: a criança é o paciente! Para o sucesso em fonoaudiologia infantil é importante que ela conheça e confie no profissional. As questões com os pais podem ficar para depois, sem pressa!

Não esqueça que para crianças mais velhas é válido ouvir o que elas têm a dizer sobre audição, dor e até zumbido ou tontura! “Para as crianças maiores fazemos do exame uma brincadeira, um desafio, de acordo com a personalidade de cada criança” – analisa Andrea.

Aqui, uma dica extra: crianças costumam ter medo de jalecos. Então, o simples fato de ir buscá-la na recepção sem o jaleco, deixando para colocar depois, pode facilitar muito a receptividade dela no primeiro contato. Você pode ainda usar um jaleco divertido, próprio para atender o público infantil ou optar por roupas adequadas e que não tenham a temida "cara de médico”.


Não esqueça que em tempos de pandemia os cuidados com EPI são maiores e o fonoaudiólogo deve pensar como lidar com as crianças. Que tal apostar em jalecos e máscaras coloridas, com os personagens que fazem a cabeça da garotada? Deixe bonecos com máscaras na recepção para que elas se sintam seguras e reconheçam neles esses cuidados. E sempre explique para elas o motivo de estar usando máscara. E não esqueça que para as crianças, ao invés de usarem toucas, como indicado neste post, é mais eficaz usar a touca diretamente sobre os fones de ouvido, ok?


Com essas dicas simples, fica muito mais fácil das o correto atendimento em fonoaudiologia infantil. Viu só como criança não é nenhum bicho de sete cabeças?


Fotos: Reprodução e Fonotom

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