Uso de EPI no exame otoneurológico: dicas de proteção para fonoaudiólogos

Atualizado: Jun 20


Uso de EPI no Exame otoneurológico

Em tempos de pandemia pelo novo corona vírus, é muito importante que os cuidados sejam redobrados para evitar a contaminação durante a realização do exame, prevenindo a propagação do vírus e garantindo a segurança do paciente e do examinador.

Segue abaixo algumas dicas sobre a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e procedimentos que estamos seguindo na FONOTOM para realização com exame otoneurológico com segurança.

1. Preparo do exame:

Para realização de um procedimento seguro é necessário atenção prévia já desde a organização dos horários de atendimento dos profissionais da clínica. Se possível sempre programe horários alternados, evitando assim aglomeração de pacientes na recepção, minimizando os riscos de contaminação.

Durante o agendamento, as orientações devem ser claras e precisas. Se for possível, além das orientações que geralmente são passadas por telefone, solicite outra forma de contato como e-mail ou WhatsApp para enviar as orientações de forma escrita reforçando as informações para que não fique dúvidas sobre o preparo, evitando deslocamentos frustrados dos pacientes até o consultório.

Certifique-se se realmente é necessário a realização do exame neste momento, principalmente se o paciente for do grupo de risco para COVID-19, como idosos, cardíacos ou hipertensos, diabéticos, relatar problemas respiratórios ou renais.

Solicite ao paciente que venha com máscara cirúrgica ou mesmo caseira. Mesmo assim, tenha algumas unidades reservadas caso ele esqueça e ofereça para usar durante o exame.

Confirme a presença dos pacientes antes do exame e aproveite para conferir se o paciente não está com sintomas da COVID19. Caso ele relate tosse, febre ou falta de ar, oriente buscar pronto atendimento e cancele ou remarque o exame. Se ele já testou positivo, só confirme seu atendimento se ele apresentar uma garantia de que está assintomático e não apresenta risco de transmissão, se possível com uma declaração por escrito pelo médico que o atendeu.

Confira se o paciente virá com acompanhante. Se o único acompanhante disponível for maior que 60 anos, sugiro que peça ao paciente vir sozinho. Nesse caso, o acompanhante corre maior risco saindo de casa do que o risco que o paciente corre ao ir embora sozinho.

Prepare a sala de espera mantendo distância entre as cadeiras dos pacientes e disponha acesso a álcool gel para que os pacientes higienizem as mãos.

Evite disponibilizar revistas, brinquedos ou materiais de uso comum para evitar contaminação cruzada.


2. Higienização das mãos.

É o primeiro passo que deve ser observado pelo examinador antes de começar qualquer procedimento na sala de atendimento. Para isso, deve ser utilizado água e sabão, seguindo todos os passos para higienização completa.


Dicas:

· Para secar as mãos, prefira todas de papel descartáveis e evite toalhas de pano.

· Mesmo com a disponibilidade de álcool em gel, sempre que possível lave as mãos na água corrente e sabão.

· Antes e depois de calçar luvas, lave as mãos.


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3. Higienização da sala e dos instrumentos.

O ideal é que toda a sala e os materiais sejam higienizados com álcool 70%. Para esta limpeza use gaze, pano ou papel descartável. Para equipamentos eletrônicos, é indicado o uso do álcool etílico, porque ele evapora mais rápido e não danifica os componentes.

É imprescindível higienizar as cadeiras de atendimento e de exame, a mesa, computador,

mouse e o otocalorímetro e demais equipamentos usados no exame. Uma boa dica é cobrir a cadeira de exame com um plástico ou capa de chuva que pode ser trocado e descartado a cada exame.


Quem usa vectonistagmografia, deve higienizar também a barra de led, o cabeçal dos eletrodos e os fios dos eletrodos com álcool 70. Já os eletrodos não devem ter contato com álcool 70, mas devem ser higienizados com água e sabão neutro.

Durante a colocação dos eletrodos, prefira materiais descartáveis e que não precise de manipulação. Por exemplo, eu substituí o rolo de micropore utilizado na fixação dos eletrodos por curativos adesivos, evitando manipulação de tesoura de do próprio micropore.

Quem usa a videonistagmografia (VNG) deve higienizar muito bem a máscara utilizando material indicado pelo fabricante cuidando para não riscar os vidros e as câmeras de infravermelho. Se for possível, substitua a espuma de contato com a pele a cada paciente, ou cubra com material descartável.

4. Cuidados durante o atendimento.

Com a sala preparada, o examinador deve se paramentar com os EPI’s necessários para o atendimento. De acordo com o documento do Ministério da Saúde, recomendam-se os seguintes EPIs: máscara cirúrgica ou máscara de proteção respiratória, luvas, aventais descartáveis e protetor ocular ou protetor de face (segundo publicação no site do CRFa. 2/SP em 26/03/2020, http://www.fonosp.org.br/orientacao-de-fiscalizacao).

Ao iniciar o atendimento evite abraço, beijo e até aperto de mão e procure manter a distância o quanto for possível. Também não é recomendado que acompanhantes permaneçam na sala durante o exame. Neste momento, quanto menos contato e aglomeração de pessoas, melhor.

Não tire os EPI’s durante todo o procedimento. Evite tocar no paciente e em seguida nos equipamentos. Evite tocar na máscara e se precisar tirar, faça pelas laterais, porém fique atento para não levar a mão ao nariz, boca ou olhos. Troque de luvas sempre que necessário. Evite passar a mão no cabelo. Uso de barba aumenta o risco de contaminação portanto também não é adequado.

Durante a prova calórica, se for possível, use óculos com vedação total nas laterais ou o protetor facial, principalmente se a estimulação for com ar. Ao direcionar o ar dentro do conduto auditivo, ele volta podendo gerar aerossol aumentando os riscos de contaminação.

Ao finalizar o exame otoneurológico, higienize novamente as mãos, todo o material utilizado e a sala mesmo que não tenha paciente na sequência.


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