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Sabia que problema de aprendizado nas aulas online pode ser um Transtorno do Processamento Auditivo?

A pandemia promoveu mudanças no mundo, os cumprimentos mudaram, o modo de se portar nos transportes e até mesmo a maneira de ensinar. O distanciamento social, ocasionado por medidas de prevenção contra a pandemia da Covid-19, trouxe uma nova rotina às pessoas de se comunicarem, proporcionado por aplicativos e redes sociais. Diante desse atual cenário, a escola mudou de lugar, saiu do sistema tradicional da sala de aula presencial, para um mundo virtual. Os professores tiveram que ensinar seus alunos à distância, sem experiencia prévia nesse modelo e tendo, entre os desafios, a adaptação dos estudantes com as aulas online. Independentemente do modo, para alguns alunos a modificação foi positiva. Porém, para outros o ensino a distância tornou-se um processo de aprendizado ainda mais difícil, especialmente para aqueles que apresentam dificuldades de manter a atenção e entender o conteúdo que está sendo aplicado. Muitas vezes, a dificuldade de aprendizagem está relacionada ao transtorno do processamento auditivo central. Trata-se de uma dificuldade para entender a informação sonora em ambientes de escuta ruidosos e/ou reverberantes, mesmo para as crianças com audição normal. O que pode ser feito para facilitar a aprendizagem para as crianças que estão com dificuldades de ouvir as aulas online? Crie uma rotina para as crianças, o horário para estudos e descanso deve ser estabelecido previamente. Para as mais novas e/ou que apresentam dificuldades de manter a atenção, o ideal é intercalar momentos de estudo com intervalos de descanso. Organize o ambiente, para o estudo, que deve ser silencioso. Ou seja, desligue outras fontes sonoras como televisão, rádio, celulares. O local também precisa ser confortável, com mesa e cadeira com apoio para os pés, por exemplo, facilita a manutenção da postura, além da tela do computador deve ficar na altura dos olhos do estudante. Diminua estímulos distraidores, por isso que apenas a tela com a aula online deve ficar visível no computador. Em resumo, desligue outros equipamentos eletrônicos que não sejam necessários para a aula. Junto a isso, evite que outras pessoas fiquem no mesmo ambiente do estudo. Utilizar fones de ouvido é individual e deve ter uma rotina para higiene, tempo de uso. Além disso, fique atento com a intensidade sonora que deve ser reduzida, se for possível utilize fones com redutor de ruído externo. Complemente a informação apresentada durante as aulas online. Busque outras fontes para o aprendizado do aluno, como a consulta em livros físicos, visualização de vídeos e/ou a realização de jogos em plataformas de ensino confiáveis. Tenha paciência, o processo de aprendizagem é construído e você vai encontrar o melhor jeito para se adaptar ao modelo atual de ensino. Tenha paciência, o processo de aprendizagem é construído e você vai encontrar o melhor jeito para se adaptar ao modelo atual de ensino. Se o aluno ainda apresentar dificuldades para entender a informação transmitida pela aula online, é possível que ele tenha uma inabilidade auditiva, denominada Transtorno do Processamento Auditivo. A dificuldade pode ser avaliada por um fonoaudiólogo, que realizará um exame de Audiometria Tonal e Vocal e Avaliação de Processamento Auditivo. Quando são observadas alterações no exame de processamento auditivo central em fase inicial, é possível reabilitar e treinar as habilidades auditivas, por meio da Terapia Fonoaudiológica, conhecida como Treinamento Auditivo ou Terapia Auditiva em Ambiente Acusticamente Controlado. É importante ficar atento, porque algumas atitudes simples podem impactar de forma efetiva na aprendizagem da criança e impedir futuros problemas. Por isso que é preciso sempre avaliar a audição das crianças em idade escolar. Por Fonoaudióloga Dra Adriana Andrade CRFa - 2 15275

Por que usar gerador de som no tratamento do zumbido?

Zumbido é um sintoma desagradável que afeta a qualidade de vida diária, mas pode ser tratado com terapia sonora. Quando temos uma perda auditiva, as informações deixam de chegar adequadamente no cérebro. Essa falta de informação chamamos de privação sensorial. As relações entre zumbido e perda de audição são decorrentes da privação sensorial que provoca um aumento da atividade neuronal. Os estudos demonstram que essa hiperatividade resulta em um “ruído neural” que gera a percepção do zumbido. Alguns percebem um barulho no ouvido como chiado como uma panela de pressão, uma cigarra, um apito e muitos outros diferentes sons. Acredita-se que a estimulação acústica pode compensar essa redução da informação enviada ao cérebro e reduzir a percepção do zumbido. A terapia acústica é realizada por um fonoaudiólogo, com a inclusão de sons na vida diária do indivíduo e procura proporcionar o alívio do zumbido. E deve sempre ser prescrita por médico ou fonoaudiólogo para garantir a eficácia do tratamento. Quando o paciente tem audição normal, podemos usar sons como músicas de relaxamento, cascatas de água entre outros. Já nos casos de perda auditiva associada ao zumbido é recomendado o uso da prótese auditiva associada ao gerador sonoro para amplificar os sons ambientais e auxiliar na habituação deste som. A escolha do som utilizado na terapia sonora é escolhido pelo fonoaudiólogo, junto com o paciente, baseado na descrição do tinnitus e no resultado da acufenometria. Os estudos demonstram a eficácia do gerador de som no tratamento do zumbido, em indivíduos com perda auditiva e audição normal. Por isso a terapia sonora também tem eficácia no tratamento de misofonia e hiperacusia. Para avaliar pacientes com zumbido, hiperacusia e misofonia é importante realizar um conjunto de exames, entre eles a audiometria de alta frequência, acufenometria e limiar de desconforto. A audiometria de alta frequência avalia a audição para sons mais agudos do que a audiometria convencional, e pode antecipar a identificação de uma perda auditiva em pacientes com zumbido e audição normal. Já a acufenometria é um exame realizado para identificar a frequência e intensidade do zumbido, o que ajudará o fonoaudiólogo a definir qual gerador sonoro recomendar e monitorar o paciente durante o tratamento. Como muitos estudos apontam que a origem do zumbido ocorre a partir da redução ou ausência do som enviado ao sistema nervoso central é muito importante que todo paciente com zumbido realize avaliação audiológica mesmo quando não há queixa auditiva. Muitos pacientes acreditam que a dificuldade de comunicação está associada ao zumbido, mas possivelmente são provocadas pela perda auditiva, associadas ao zumbido, o que é compreensível, uma vez que a perda auditiva progride lentamente e muitos não percebem que estão perdendo a audição. Nestes casos, o uso de prótese auditiva é geralmente benéfico a pacientes com zumbido. É importante que ao perceber sintomas procure um médico e faça também uma avaliação audiológica para identificar a causa do zumbido e iniciar o tratamento mais adequado para o seu caso.

Está difícil entender o que as pessoas falam com a máscara?

As máscaras cirúrgicas tornaram-se um utensílio muito importante durante a pandemia da COVID-19. No entanto, o equipamento trouxe alguns problemas como a questão da fala bloqueada. O bloqueio ocorre porque a máscara filtra os sons da fala nas frequências médias e altas, reduzindo a sua intensidade sonora de 3 para 12dB, dependendo do tipo de equipamento utilizado. O tema foi abordado no estudo How Do Medical Masks Degrade Speech Reception, publicado na Revista The Hearing Review. A degradação na qualidade da fala combinada ao ruído ambiental, reverberação da sala e ausência de pistas visuais dificulta a compreensão de quem ouve bem e torna o diálogo quase ininteligível para muitos pacientes com perda auditiva. Muitas vezes a perda de audição é mínima e ainda não causa impacto na comunicação. Mas, o momento atual em que vivemos com o uso constante de máscara, a dificuldade de ouvir a fala torna-se mais presente. Por isso que os profissionais e familiares de deficientes auditivos devem ficar atentos se houver alguma dificuldade na comunicação. Independentemente do grau da perda e do uso de próteses auditivas ou implante coclear, a leitura labial é um apoio na compreensão da fala da grande maioria dos portadores de perda auditiva. Nós, ouvintes, temos a obrigação de pensar como compensar essa dificuldade dentro de cada caso sem tirar a máscara. Confira o artigo na integra.

Audição e equilíbrio no idoso. Saiba a importância de estar atento aos sintomas.

Você sabia que a função do ouvido não é apenas escutar? O ouvido é também o órgão responsável pelo equilíbrio corporal. Os nossos ouvidos têm a capacidade de converter, na cóclea, ondas sonoras em impulsos nervosos que serão discriminados no cérebro. Além disso, o ouvido auxilia o cérebro a interpretar os movimentos do corpo, por meio do Sistema Vestibular, localizado no labirinto (parte interna do ouvido). Muito se fala sobre perda auditiva no envelhecimento, mas pouco se fala sobre o desequilíbrio do idoso. Segundo a OMS existem mais de 165 milhões de pessoas com perda auditiva com idade acima de 65 anos. A perda auditiva pode ser parcial, fazendo com que o paciente consiga ouvir o que as pessoas dizem mas não compreender corretamente, é o conhecido “escuto mas não entendo". Hoje sabemos do impacto da perda auditiva nas habilidades cognitivas como memória e atenção e a importância da adaptação da prótese auditiva nesses casos. Mas e a tontura? É importante considerar que o desequilíbrio é outro sintoma muito comum na população idosa. Em estudo brasileiro, foi encontrada alta prevalência de tontura nesta população. Muitos estudos também apresentam a relação de perda auditiva e tontura no idoso. O desequilíbrio corporal e a perda auditiva podem estar associados a diversas patologias, no entanto são mais comuns no envelhecimento e reduzem a qualidade de vida do idoso. Na maioria dos casos, o desequilíbrio não pode ser atribuído a uma causa específica, mas estudos demonstram que no envelhecimento as funções do labirinto são afetadas e começam a falhar e, com isso, não consegue enviar as informações corretas, fazendo com que o cérebro não possa interpretá-las direito. Embora faça parte do envelhecimento, o desequilíbrio pode trazer consequências que arriscam a saúde do idoso. A dificuldade de locomoção causada pelas tonturas pode provocar fraturas difíceis de serem recuperadas e consequente hospitalização. Estudos demonstram que a mortalidade em um ano de idosos após hospitalização por fratura decorrente de queda foi de 25,2% e de 4% para idosos sem fratura grave. O desequilíbrio e a perda auditiva podem limitar a autonomia do idoso. Como a audição e o equilíbrio estão sempre conectadas, em casos de tontura o médico solicita uma avaliação audiológica para saber como está a audição do paciente. Mas, associado a audiometria tonal e vocal, o médico pode solicitar também o exame otoneurológico completo. Este exame avaliará o sistema vestibular do paciente com queixa de tontura. As quedas podem ser evitadas a partir do diagnóstico e tratamento do desequilíbrio. Pesquisas demonstram a eficácia da terapia de reabilitação vestibular do idoso, para promover maior autonomia, minimizar o risco de quedas e aumentar a qualidade de vida do paciente. Ao perceber sinais de desequilíbrio, é muito importante procurar um médico otorrinolaringologista que, ao realizar exames clínicos, juntamente com a avaliação audiológica e otoneurológica completa poderá diagnosticar o problema e indicar o tratamento mais adequado, entre eles a terapia de Reabilitação Vestibular feita na FONOTOM.

MISOFONIA, HIPERACUSIA, ZUMBIDO? O que são todos esses nomes?

Apesar de nomes diferentes existe muita coisa em comum entre a misofonia, a hiperacusia e o zumbido. Todos esses sintomas trazem grande desconforto emocional aos pacientes além de impactar na qualidade de sono e do dia a dia. Quem tem misofonia tem a sensação de ter um ouvido super sensível e um enorme desconforto a sons cotidianos como alguém mastigando ou uma gota de água caindo da torneira, o que pode levar a irritabilidade, medo ou pânico. E não, isso não é frescura, tão pouco controlável. Independe do seu cansaço ou humor, também conhecida como Síndrome de Sensibilidade Seletiva a Sons (S4), esses sons do dia-a-dia podem liberar adrenalina, e incluir sintomas como taquicardia, tensão muscular e respiração acelerada. O incomodo ou intolerância a sons também é relatado em pacientes com hipersensibilidade auditiva, conhecida como hiperacusia. Neste caso não são sons específicos que incomodam, mas sim o volume. Todos os sons podem estar presentes desde que estejam suaves. O exame de pesquisa de limiar de desconforto é um diferencial entre os dois casos. Nos pacientes com misofonia o resultado tende a ser normal, já em pacientes com hiperacusia o limiar de desconforto apresenta alteração. Zumbido é um som que o paciente escuta, mas ninguém que está em volta pode ouvir. Muitas vezes traz desconforto e pode tirar o sono. Relacionado a perda auditiva, na maioria das vezes, é um sintoma que indica que algo está errado. Para saber se a causa do zumbido é perda auditiva, alteração metabólica ou outra é necessária avaliação médica, avaliação audiológica e outros exames que o médico possa achar complementar como exames metabólicos por exemplo. Existem muitas causas descritas para o zumbido. Diferentemente do zumbido, que normalmente está associado a presença de perda auditiva, quem tem misofonia e hiperacusia pode perceber presença de zumbido, mas não necessariamente apresentar perda de audição. O diagnóstico e avaliação da hiperacusia, zumbido e misofonia dependem de uma avaliação médica e audiológica. Alguns destes testes são realizados na FONOTOM, entre eles audiometria de alta frequência, pesquisa de limiar de desconforto, inibição residual e acufenometria. Nos casos de zumbido também pode ser solicitado o exame otoneurológico. Muitos pacientes com misofonia e hiperacusia fazem uso de protetor auditivo para ruído, mas embora pareça adequado, o uso é contraindicado. Em muitos casos o tratamento indicado pelo médico otorrinolaringologista é a terapia sonora, com uso de gerador de som, realizada por um fonoaudiólogo. Você deve estar se perguntando se zumbido, misofonia ou a hipersensibilidade tem cura. Agora que você já sabe o que é misofonia, zumbido e hiperacusia, acredite, há muito o que fazer para lhe trazer conforto. O tratamento deve ter início após avaliação médica e audiológica buscando assim o melhor para cada caso. O mais importante é procurar ajuda profissional, entender que seu desconforto pode melhorar e que você não está sozinho.

Audição e comunicação são essenciais na pandemia

Seja por estarmos todos juntos em casa ou pelas recorrentes chamadas de vídeo, ouvir bem nos deixa mais próximos de quem amamos. Por isso, é importante que o paciente saiba cuidar sozinho do seu aparelho auditivo ou implante coclear em casa. No dia a dia a nossa equipe de profissionais orienta os nossos pacientes sobre todos os cuidados de limpeza. Mas, durante a pandemia algumas atenções devem ser reforçadas. Cuidados Diários: Da mesma forma que lavar as mãos é importante nos cuidados de prevenção a qualquer tipo de infecção, não deixe de lavá-las antes e depois de manusear os dispositivos auditivos. No entanto, antes de limpar os dispositivos, é importante manter as mãos secas! Isso porque, a umidade é inimiga dos aparelhos eletrônicos. Limpe o aparelho auditivo e implante coclear com papel macio e seco. Durante a pandemia, reforce a limpeza com álcool isopropílico (aquele que usamos em equipamentos eletrônicos). Nunca use álcool em gel ou líquido com concentração de 70%, porque o produto contém água e pode oxidar as peças do seu aparelho. Outro ponto importante é fazer a limpeza diária como uma rotina na sua vida. Recomendamos que à noite deixe os seus aparelhos dentro do desumidificador elétrico, porque, além de reduzir a umidade, também esteriliza seus dispositivos auditivos. Lembre-se, qualquer dúvida em relação aos cuidados com os seus aparelhos auditivos, realizamos as orientações pela teleconsulta da Fonotom. Para saber mais sobre o nosso teleatendimento entre em contato Seus aparelhos auditivos são um investimento importante. Por esse motivo, tire uns minutos do seu dia para limpá-los!

A importância da arquitetura de iluminação para o atendimento inclusivo

Quando entrei na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fazia um trabalho voluntário para a AFAC (Associação Fluminense de Amparo aos Cegos) em Niterói (RJ), e acabei me interessando por arquitetura inclusiva! Mas, com o passar do tempo, fui deixando o assunto um pouco de lado. Durante o tempo que fiquei na universidade, falava-se muito em arquitetura inclusiva, mas sempre muito voltada para pessoas com mobilidade reduzida do ponto de vista físico (cadeirantes e idosos). Após a formatura, acabei me dirigindo para o ramo da iluminação, cujo assunto é abordado apenas de forma técnica, tendo em vista a acuidade visual que o espaço precisa ter: mais uma vez, voltado para idosos e cadeirantes. Não que estes sejam menos importantes. De forma alguma! Mas, no meu ponto de vista, a arquitetura só pode ser considerada 100% inclusiva quando ela aborda TODAS as necessidades em sua concepção. Voltando ao meu trabalho voluntário, uma vez perguntei a uma senhora cega, para quem eu lia, qual seria a sua casa dos sonhos, pois estava fazendo uma pesquisa para o desenvolvimento de um projeto da universidade. Ela não titubeou. Disse que, para uma pessoa que não enxergava bem, o melhor era que tudo pudesse ser o mais estático possível. Que mudar os móveis de lugar poderia causar um acidente. Levei aquela dica pra vida! Havia uma coisa que sempre me intrigava: embora ela não enxergasse nada, sabia exatamente quando a luz estava escura para minha leitura. Um dia perguntei e ela me respondeu que algumas pessoas com deficiência visual possuem uma sensibilidade ao ofuscamento, o que fazia com que sentissem a luz, sabendo se estava claro ou escuro. Disse que algumas chegam a se sentirem incomodadas, precisando de proteção. Com isso, o ofuscamento e a luz demasiada tornaram-se grandes vilões para mim. Quando meu escritório foi chamado para fazer o projeto de iluminação do consultório da FONOTOM, sob as recomendações de que deveria ser um projeto inclusivo, as dúvidas sobre como executar essa tarefa da melhor forma possível não foram diferentes. Uma arquitetura só é totalmente inclusiva quando atende a todos. E, no consultório da Dra. Andrea Soares e do Dr. Cleiton Fortes, seriam atendidas pessoas com pouca mobilidade, baixa visão e também crianças. E muitos com baixa ou nenhuma audição. Isso faria diferença em meu projeto? “Ao contrário do que podemos acreditar, a perda de audição nem sempre é congênita. Mais cedo ou mais tarde isso pode acontecer com todos nós. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase um terço das pessoas com mais de 65 anos sofrem de perda auditiva incapacitante. A perda auditiva é mais uma "diferença" do que uma "deficiência". Embora as demandas espaciais das pessoas com impedimentos auditivos não sejam tão marcadas como espaços para cegos ou para aqueles com mobilidade reduzida, a redução da capacidade auditiva implica uma maneira específica de 'experenciar' o ambiente. É possível aprimorar essa experiência através do projeto de interiores?”. Após uma conversa com os clientes e breve pesquisa, descobri que sim! Na verdade, alguns pontos, às vezes pouco abordados, viriam à tona nesse caso. Também aprendi que, não somente para o projeto em questão, algumas premissas seriam a base de qualquer outro projeto que virá futuramente. Descobri a real importância da luz como sinalização. Não quero dizer que ela nunca tenha sido importante, mas, nesse momento, ela é fundamental. Uma luz mal posicionada pode causar confusão para quem não escuta direito na hora de se localizar. Essa pessoa pode ter dificuldade em pedir uma informação, por exemplo. Então, quanto melhor essa luz indicar uma saída, o início de uma escada, melhor. Em espaços de convívio, é importante manter uma iluminação homogênea, onde todos possam ser vistos. Pessoas com deficiência auditiva comunicam-se de diversas formas, fazendo uso de dispositivos auxiliares, escrita, linguagem gestual e leitura labial em alguns casos. Esse cuidado também é necessário para pacientes com tontura. Os espaços devem ser amplos e o mais circulares possível, facilitando um canal de panóptico, onde todos os participantes podem se ver. Nesse ponto, a iluminação pode contribuir, proporcionando uma luz agradável para que ninguém se sinta ofuscado nem com dificuldades de enxergar o outro. Ambientes acusticamente tratados, muitas vezes, possuem um material mais poroso e/ou escuro, o que pode absorver a luz em demasia. Mais do que nunca, saber exatamente que material será utilizado é fundamental para não se dimensionar luz de menos. Lembrando que dimensionar luz a mais, além de ser economicamente desnecessário, pode causar ofuscamento. No caso da sala acústica para audiometria, os materiais eram todos claros, o que não resultou em nenhuma demanda especial. Mas essa falta de demanda deve-se a uma conversa bastante clara com o fornecedor do material e com a cliente. Para a sala de otoneurologia o conceito da iluminação foi diferente. Precisávamos criar duas situações distintas, onde o profissional precisaria de muita luz na hora da consulta e de pouquíssima luz na hora do exame, já que este consiste em projetar imagens em uma tela em tempo real. Nessa sala também acontecem os exames para tontura com vídeonistagmografia, cuja imagem dos olhos é projetada na parede durante a avaliação otoneurológica. Para isso o uso dos trilhos e projetores foi utilizado, já que permitem uma melhor focalização, além de trazer um toque mais moderno, seguindo o estilo do cliente. Em resumo, a conclusão que cheguei no final desse projeto é que existe, sim, um cuidado especial quando falamos de projetos inclusivos. Mas que, na minha opinião, deve ser tomado em todos os projetos, visando à inclusão como principal preocupação em um ambiente. Obviamente precisamos levar em conta o espaço a ser projetado. O programa de uma residência é totalmente diferente daquele de uma loja, de uma escola ou de um espaço de saúde. As necessidades, dimensões e usos são diferentes, assim como a utilização da luz. No entanto, hoje, tenho a convicção de que em um espaço, quaisquer que sejam suas necessidades e seus usuários, precisa ser projetado para garantir conforto e inclusão. Texto: Maria Fernanda Fellows - Arquiteta de Iluminação (CAU/RJ: A121878-6) Arquiteta especializada em iluminação artificial. Coordenadora dos projetos de iluminação de dois escritórios: E27 Iluminação e Fika Arquitetura.

Como saber qual o melhor aparelho auditivo para mim?

A tecnologia e praticidade dos aparelhos auditivos aumentou muito nos últimos anos. Esses pequenos dispositivos ajudam a devolver a audição e melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes com perda auditiva. Mas uma pergunta sempre surge para quem busca por essa solução: qual o melhor aparelho auditivo para mim? A fonoaudióloga Andrea Soares, especialista em adaptação de aparelhos auditivos e sócia da FONOTOM te ajuda a desvendar o processo de escolha. Antes de mais nada, o paciente precisa entender que existe um caminho a ser percorrido antes de conquistar o sonhado aparelho. “Para começar é necessário ter um diagnóstico da perda auditiva, com exames audiológicos e consultas com o médico. Muitas vezes, com exames complementares.” – afirma a profissional. Nesse processo, o trabalho conjunto do fonoaudiólogo e do médico são essenciais para definir o qual a melhor reabilitação auditiva para cada caso. Portanto, não adianta perceber que não está ouvindo bem e ir correndo pra loja comprar um aparelho auditivo. Seja online, na loja ou qualquer outro lugar. Aliás, a regulamentação brasileira não permite que aparelhos sejam vendidos livremente, sem indicação médica. É claro que existem casos de profissionais e lojas que acabam vendendo um aparelho auditivo sem realizar todas essas etapas. Neste caso, não compre! Essa postura não é a correta e você pode arrepender-se da compra precipitadamente. “Existem muitos modelos de próteses auditivas e elas precisam ser personalizadas para cada caso. É algo muito delicado e extremamente pessoal” – alerta Andrea. Posso usar o aparelho que ganhei do vizinho, da tia, ou de quem não usa? Depende! Antes de responder essa pergunta é preciso saber se este aparelho "combina" com as necessidades da sua audição. “Precisamos descobrir se o grau da perda auditiva é compatível ao ganho proporcionado pelo aparelho. Se a resposta for positiva e a prótese estiver em bom estado, um fonoaudiólogo pode programá-lo para você.” – afirma Andrea. Independente de usar um aparelho novo ou usado, a consulta com um profissional é fundamental. Trata-se da sua saúde e de um item que será personalizado para você. Como saber qual o melhor aparelho auditivo para mim? Com tantos modelos, marcas e preços disponíveis no mercado não é difícil que quem busque uma prótese se sinta perdido. É justamente aqui que um profissional fonoaudiólogo de confiança pode lhe ajudar. Com exames e diagnóstico médico em mãos, ele é a melhor pessoa para lhe indicar o melhor aparelho auditivo. Faça um teste antes de comprar. Isso lhe dá a certeza de fazer a escolha certa e não se arrepender depois. Como é todo o processo? O fonoaudiólogo conversa com o paciente sobre as suas necessidades auditivas do dia a dia. Se você trabalha, fica em casa, conversa em outras línguas, faz reuniões em grupo, gosta de música... Tudo isso deve ser levado em consideração. Depois é preciso pensar nas habilidades do paciente para manusear o aparelho. Levar em conta a preocupação com a estética. E, por último, mas não menos importante, a possibilidade financeira desse paciente investir na reabilitação auditiva. Só depois de analisar todas essas variáveis, o fonoaudiólogo vai buscar um dispositivo que seja compatível com o grau e configuração da perda auditiva do paciente para iniciar os testes. “Na consulta inicial, o paciente deve sempre estar presente. Nela, poderemos avaliar o tamanho da orelha para ajuste de moldes, aplicar questionários validados para entender melhor as dificuldades de desempenho auditivo e posteriormente benefício e satisfação no uso. E ainda realizar a verificação das próteses auditivas, que pode incluir audiometria em campo livre e mapeamento de fala além de outras etapas” - declara Andrea. Depois, o paciente pode receber consulta online, o que chamamos de telemonitoramento, tanto para orientação como para ajustes. Na FONOTOM este serviço está disponível. Mas isso só depois da primeira consulta presencial, conforme determina as boas práticas e a legislação que seguimos. Existem muitas diretrizes que baseiam o trabalho em fonoaudiologia e pesquisas que mostram os protocolos a serem seguidos. Por isso, é importante que seu fonoaudiólogo faça uma prática baseada em evidências. Qual a diferença entre testar o aparelho auditivo em lojas ou no consultório de um fonoaudiólogo? Seja em lojas especializadas ou consultórios, o que importa é o serviço que você irá receber. O ajuste da programação deve obrigatoriamente acontecer por meio do atendimento fonoaudiológico. É importante que, durante o teste, o paciente leve para casa o aparelho auditivo emprestado. O processo de experiência domiciliar é essencial porque só na "vida real" é possível perceber se a prótese auditiva está realmente ajudando nas situações que o paciente tem queixa. Algumas lojas não cobram pela consultoria do fonoaudiólogo. No consultório cobram. Por quê? “Cada loja tem um jeito de trabalhar. Eu posso te falar sobre como nós, fonoaudiólogos clínicos, trabalhamos no consultório. Lá exercemos um trabalho de consultoria. Nosso papel é escolher o melhor aparelho auditivo para você. No consultório, o trabalho de seleção e adaptação é o trabalho da fonoaudióloga, que normalmente trabalha em parceria com diferentes marcas e pode escolher a que melhor atender o paciente” – reforça a profissional. Nesse caso, diferentemente das lojas, não há qualquer vínculo com a venda do determinado aparelho auditivo. O paciente pode, inclusive, comprar onde quiser a partir da indicação concluída. Posso escolher um modelo e comprar pela internet? Não. O risco de jogar dinheiro fora e comprar um aparelho que não sirva para suas necessidades é grande. Algumas pessoas compram aparelhos em outros países pela facilidade de acesso ou melhor preço. Mas a prática não é indicada, já que nem todas as empresas trabalham no Brasil. Isso impede que um profissional possa regular os dispositivos para você, uma vez que os softwares disponíveis não têm licença para funcionar em nosso país. Não esqueça que se comprar fora do país e não declarar, você poderá ter problemas com suporte e garantia. Informe-se bem sobre as opções com um fonoaudiólogo. O melhor aparelho auditivo para mim é sempre o top de linha? E se não tiver dinheiro para comprar? Não necessariamente. Quanto mais recursos o aparelho tem, melhor a qualidade sonora. Mas isso não significa que outras categorias não vão ficar bem adaptadas. Por isso a consulta inicial com seu fonoaudiólogo é fundamental. Nela você poderá conhecer todas as possibilidades antes de iniciar o teste. Isso também vale para os acessórios. Nem todo mundo precisa de acessórios, conhecê-los e testa-los antes da compra é fundamental. Isso ajuda a economizar tempo e o seu dinheiro. Eu vi que posso comprar o mesmo aparelho em diversos lugares. É verdade? Claro! A única exigência é que você tenha passado por um diagnóstico, tenha indicação do médico e, muito importante, tenha o direcionamento de qual modelo ideal com seu fonoaudiólogo de confiança. Por isso voltamos ao início do texto: é preciso testar sempre, junto com um fonoaudiólogo de confiança lembrando da necessidade do diagnóstico médico e audiológico antes de qualquer passo inicial. Nunca compre um aparelho auditivo, seja em lojas ou ambiente online, sem a correta consultoria de um profissional de saúde. É um investimento em você que vai durar muitos anos! Agora que você já conhece todo o caminho, que tal conversar com seu fonoaudiólogo e ir em busca do melhor aparelho auditivo para seu caso? Fotos: Fonotom

Fonoaudiologia Infantil: o desafio de atender bem crianças

Com um toque de bom humor, carinho e os cuidados certos, atender a garotada fica muito mais divertido e eficiente A audição é essencial para o desenvolvimento e aprendizado da criança. Daí, um dos ramos mais importantes da fonoaudiologia está justamente focado neste público. A fonoaudiologia infantil apresenta-se como um desafio para muitos profissionais da área e pode-se ser bastante desgastante para os pais e para a criança. Mas saiba que com algumas dicas, é possível atender o público infantil e ainda ganhar a simpatia dos pequenos. Um dos primeiros erros acontece quando muitos fonoaudiólogos preferem não atender crianças. Os pais reforçam esse preconceito quando acham que “ninguém vai conseguir atender meu filho”. Calma! Com a abordagem correta toda criança pode ser bem atendida em exames e consultas. O primeiro passo no atendimento pediátrico em fonoaudiologia é gostar de crianças. Ter um pouco de jeito e afinidade com os pequenos já é metade do caminho para o sucesso. Há todos os tipos de comportamento do paciente. Tem a criança que chora, por medo, existe criança que prefere ficar no celular e há aquelas que adoram falar. Mas tem aquelas que de tanto sentir dor de ouvido, sequer deixam o profissional se aproximar. Nestes casos, o importante é saber cativar e motivar a criança, com uma boa dose de carisma e paciência. Na clínica FONOTOM atendimento de fonoaudiologia infantil é focado na área de audiologia. Neste texto, a fonoaudióloga Andrea Soares conta um pouco sobre o que considera importante no atendimento pediátrico em fonoaudiologia. Tudo começa na recepção. Afinal, é o primeiro local onde a criança terá contato com o ambiente. “A FONOTOM tem sempre livros infantis, para diferentes idades, com o intuito de desconectar um pouco a criança do celular, evitando que ela fique agitada demais. É uma maneira de puxar o interesse dela para outros estímulos. Afinal, precisamos da concentração dela dentro da sala de exames.” – explica Andrea. É importante fazer um espaço dedicado para criança. Uma mesa com lápis e desenhos para colorir, ou um chão em EVA com alguns brinquedos e jogos podem ajudar a deixar a experiência divertida além de ajudar no acolhimento. Procure sempre buscar a criança na recepção. Abaixe-se para falar com ela, se apresente e aproveite a oportunidade para que ela vá conhecendo o profissional fonoaudiólogo, conversando no caminho e perdendo o medo até a sala. Na fonoaudiologia infantil é sempre importante personalizar o atendimento. Se o caso for de crianças muito pequenas, que ainda não falam, procure atividades e músicas infantis adequadas para aquela idade. Se for uma criança maior, fale sobre temas do interesse dela. Busque perguntar sobre personagens ou mesmo comentar sobre a rotina dela. Já no caso de crianças com quadros específicos, como os transtornos do espectro autista, síndromes e outros comprometimentos intelectuais o atendimento em fonoaudiologia infantil requer procedimentos específicos. “Por isso, é importante conhecer bem o paciente. Essa análise nos permite adequar os protocolos de atendimento de acordo com características e o desempenho de cada criança” – analisa a profissional. Na FONOTOM a opção é sempre pela sala acústica, ao invés de cabine. Dessa forma, a criança fica mais confortável e sentindo-se segura. Caso seja necessário o uso de cabine, sempre deixe a criança no colo do acompanhante quando pequena. Se ela for mais velha, converse e pergunte se ela prefere companhia dentro da cabine. Quando ela se sente segura o exame flui muito melhor. A FONOTOM utiliza reforço visual para a audiometria, que pode ser em campo ou com fone de inserção. Os fones supraaurais pesam e dificilmente ficarão corretamente posicionados na cabeça da criança. Na experiência de fonoaudiologia infantil da FONOTOM, desenvolvemos um reforço visual personalizado e tomamos o cuidado de trocar os bichinhos, que ficam escondidos dentro da caixa, para não chamar a atenção da criança antes da hora. Aliás, cuidado com o excesso de brinquedos na sala. É importante ter diferentes opções para várias faixas etárias, mas lembre-se que eles não devem ficar expostos. Senão, ao invés de ajudar, acabam atrapalhando o atendimento, tornando-se um foco de distração para os pequenos. Durante a meatoscopia e imitanciomentria procure uma atividade que distraia a criança, por um curto espaço de tempo. Você pode colocar músicas ou vídeos infantis quando são pequenos. Aqueles pacientes que são mais expansivos, uma boa conversa sobre um assunto que interessa a criança é uma forma de deixar o atendimento mais leve. E não se preocupe com a conversa com os pais. Lembre-se: a criança é o paciente! Para o sucesso em fonoaudiologia infantil é importante que ela conheça e confie no profissional. As questões com os pais podem ficar para depois, sem pressa! Não esqueça que para crianças mais velhas é válido ouvir o que elas têm a dizer sobre audição, dor e até zumbido ou tontura! “Para as crianças maiores fazemos do exame uma brincadeira, um desafio, de acordo com a personalidade de cada criança” – analisa Andrea. Aqui, uma dica extra: crianças costumam ter medo de jalecos. Então, o simples fato de ir buscá-la na recepção sem o jaleco, deixando para colocar depois, pode facilitar muito a receptividade dela no primeiro contato. Você pode ainda usar um jaleco divertido, próprio para atender o público infantil ou optar por roupas adequadas e que não tenham a temida "cara de médico”. Não esqueça que em tempos de pandemia os cuidados com EPI são maiores e o fonoaudiólogo deve pensar como lidar com as crianças. Que tal apostar em jalecos e máscaras coloridas, com os personagens que fazem a cabeça da garotada? Deixe bonecos com máscaras na recepção para que elas se sintam seguras e reconheçam neles esses cuidados. E sempre explique para elas o motivo de estar usando máscara. E não esqueça que para as crianças, ao invés de usarem toucas, como indicado neste post, é mais eficaz usar a touca diretamente sobre os fones de ouvido, ok? Com essas dicas simples, fica muito mais fácil das o correto atendimento em fonoaudiologia infantil. Viu só como criança não é nenhum bicho de sete cabeças? Fotos: Reprodução e Fonotom

Telemedicina? Acredite, o futuro está nas teleconsultas

Atendimento no conforto do seu lar com profissionais de saúde. Com a pandemia do coronavírus no Brasil, entidades passam a liberar a prática. Veja como funciona! Esqueça o consultório lotado. Hoje já é possível ter acesso a atendimento de saúde sem sair de casa. A prática foi definida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2016. A telessaúde, também conhecida por telemedicina, faz uso de meios eletrônicos para fornecer informações, recursos e serviços relacionados à saúde. Apesar de pouco conhecida do público, essa modalidade de atendimento tem muitas vantagens e diversas evidências cientificas podem comprovar isso. Existem duas formas de realizar o atendimento por telemedicina. Na primeira, chamada de síncrona, o profissional e o paciente estão ao mesmo tempo conectados e interagem em tempo real. Já no modelo assíncrono, o profissional de saúde interagem com o uso da tecnologia, mas não em tempo real,. As informações são enviadas e podem ser acessadas no momento de maior conveniência, como em vídeos de orientação, avaliações entre outros. Além de médicos, fonoaudiólogos também podem oferecer serviços de qualidade aos seus pacientes utilizando a telemedicina. A atividade foi, recentemente, liberada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Andrea Soares, fonoaudióloga da Clínica FONOTOM ressalta a facilidade e a importância da assistência remota aos pacientes. “O ideal é oferecer ao paciente um pouco de cada e assim poder complementar informações e tirar dúvidas sempre que necessário. Há um ganho de agilidade na interação entra paciente e fonoaudiólogo com a telemedicina. Dúvidas simples e orientações podem aumentar, inclusive, a eficácia do tratamento.Pelo mundo, encontramos pesquisas que atestam a eficácia do atendimento ao paciente usuário de aparelho auditivo quando acompanhado pelo fonoaudiólogo remotamente” – explica a profissional. Já existem pesquisas de telemedicina que monitoram pacientes diabéticos, transplantados e casos de pós operatório usando telefone e/ ou aplicativos. Temos como exemplo no Brasil vídeos instrutivos sobre como manipular o aparelho auditivo. E também vídeos de treinamento para serem usados pelo paciente durante o processo de reabilitação vestibular, sempre com indicação do fonoaudiólogo. É possível acessar esses conteúdos, desenvolvidos pelos fonoaudiólogos da Fonotom, no YouTube neste link ou neste aqui. As empresas de próteses auditivas já desenvolvem ferramentas que permitem aos fonoaudiólogos programar o aparelho auditivo de pacientes de forma remota. O que traz praticidade, conforto e evita deslocamentos desnecessários de idosos. Uma das vantagens do monitoramento remoto de aparelhos auditivos está no aumento do envolvimento de cuidadores e familiares no processo de adaptação. Pesquisas apontam que o atendimento facilitado por uma ferramenta remota, ajuda a maximizar o benefício e satisfação no uso de próteses auditivas para o paciente com demência. A interatividade é outro ponto forte da telemedicina. Programas baseados em computador para reabilitação auditiva podem ser usados ​​para auxiliar na intervenção das necessidades do usuário, além de fornecer feedback imediato ao usuário. Além disso, os dados referentes às ações, respostas e desempenho do usuário podem ser armazenados para posterior adaptação e consulta e podem ser monitorados pelo profissional a qualquer momento. Uma pesquisa que ainda está em andamento na FCMSCSP vem mostrando bons resultados nessa área, saiba mais neste site. Entre os benefícios do uso da telemedicina em fonoaudiologia, observou-se maior tempo de uso das próteses auditivas e aumento na satisfação relatados por usuários que utilizam esse material como consulta. Por que a teleconsulta é mais adequada que receber orientação via whatsapp? Porque neste momento o profissional está focado em lhe atender, assim como na consulta presencial, está com seu prontuário em mãos para ler o histórico e registrar seu atendimento para futuras consultas. Além disso, a teleconsulta é regulamentada, a orientação pelo whatsapp não. O profissional que realiza atendimento remoto deverá ter todos os cuidados necessários, como escolher uma ferramenta que respeite o sigilo de dados do paciente, registrar o atendimento em prontuário e orientar o paciente para avaliação presencial se for necessário. A escolha criteriosa dos meios pelos quais o profissional prestará os serviços a distância é um dos elementos determinantes para a prática segura.  Recomenda-se que o Fonoaudiólogo, minimamente, procure saber quais soluções atendem protocolos internacionais de segurança, como o protocolo HIPAA (HIPAA compliance). Esta regulação norte americana (Health Insurance Portability and Accountability Act – HIPAA) estabelece um conjunto de padrões de segurança para proteger informações de saúde. A American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) também informa que as  plataformas gratuitas muitas vezes não possuem as medidas de criptografia ou segurança necessárias para manter a privacidade, sugerindo plataformas em conformidade com a HIPAA.  As versões atuais do Skype (gratuito), o Facebook Messenger, o Whatsapp e o Zoom (gratuito) não atendem o protocolo HIPAA. A teleconsulta pode ajudar você em todos os momentos, evitando que saia de casa, gaste tempo no trânsito e nesse momento de pandemia, que se exponha ao risco de contato de coronavírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define Saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Fique em casa! E conte com a equipe da FONOTOM que está preparada para lhe atender de forma remota. Utilize a telemedicina a seu favor e desfrute da tecnologia para melhorar sua saúde e tornar seu tratamento fonoaudiológico mais fácil e prático.

Cristais do labirinto. Já ouviu falar?

Dia 22 de abril é o dia da tontura e o Departamento de #Otoneurologia da ABORLCCF criou a semana da tontura, que este ano está na sua 3ª. edição. O tema escolhido esse ano é “Conheça os cristais do seu labirinto”. Você sabe o que são os cristais do labirinto? Ao menos sabia que eles existem dentro do ouvido e podem ser uma das causas de tontura? Sim, tem partículas no labirinto formadas de carbonato de cálcio e que são chamadas de cristais. Elas estão presentes “compartimentos” chamados órgãos otolíticos, especificamente o #sáculo e o #utrículo. Eles são responsáveis em perceber principalmente as acelerações lineares do corpo, verticais e horizontais, respectivamente. Portanto, se entrássemos num elevador, de olhos vendados, eles seriam os principais sensores responsáveis em informar a direção: subindo ou descendo. Acontece que, por alguma razão, estes “cristais” podem se deslocar e migrar para partes diferentes do labirinto e atrapalhar o bom funcionamento destes outros sensores. Eles são os canais semicirculares e tem a capacidade e função de detectar os movimentos angulares do corpo e da cabeça e informar ao sistema nervoso central (SNC). Para investigar a presença dos “cristais” nos canais semicirculares, são realizadas manobras específicas de #posicionamento do corpo e da cabeça que avaliam sinais e sintomas do indivíduo, provocando tontura e sensação de rotação e desencadeiam movimentos oculares chamados de #nistagmo, observados pelo examinador. O otorrinolaringologista #otoneurologista e o #fonoaudiólogo audiologista são os profissionais especialistas que mais atuam nesta área pela sua formação aprofundada nas funções da orelha interna, também chamada de labirinto, porque a tontura frequentemente está associada aos sintomas auditivos, como #zumbido ou dificuldade para ouvir. Neste caso específico de deslocamento dos cristais, a tontura é denominada de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), e os sintomas podem ou não estar relacionados a perda auditiva. O diagnóstico é realizado pelo médico, que faz uma investigação buscando informações dos episódios, de hábitos, geralmente faz testes e pode solicitar exames. Frequentemente a vertigem causada pela VPPB é popularmente chamada de #labirintite, mas na verdade é uma #vestibulopatia que pode ser consequência de um trauma, #queda ou acidente com uma batida forte na cabeça. Porém, pode também ser desencadeada de forma secundária a outra alteração de base ou outros tipos de #labirintopatias, como por exemplo, doença de #Meniere e #migrânea vestibular, ou por consequência de alterações #metabólicas, com grande variação e picos de glicose mesmo em não-diabéticos, estresses e crises de ansiedade, alteração hormonal, deficiência de vitaminas, alterações vasculares, etc. Mesmo o diagnóstico sendo clínico, geralmente o médico acaba pedindo diversos exames, sejam eles de sangue, imagem e de função vestibular. O mais comum é o exame otoneurológico completo, realizado por médicos ou fonoaudiólogos e avalia a função auditiva e vestibular com provas #posicionais e #posicionamento, #oculomotricidade e prova calórica. O tratamento para reposicionar os “cristais” no labirinto é um procedimento realizado pelo médico ou fonoaudiólogo especialista, que vai executar as manobras de reposicionamento de acordo com o diagnóstico e avaliação. A VPPB normalmente tem bom prognóstico, mas podem ocorrer recidivas ou ainda apresentar complicações e por isso é imprescindível a prescrição médica. Estas complicações podem ser causadas por limitações de movimentos e posicionamentos inadequados, por alterações estruturais e anatômicas do indivíduo ou por diagnósticos equivocados. Outras doenças, algumas até mais graves, podem apresentar os mesmos sintomas ou muito parecidos com os sintomas da VPPB. Portanto, é muito importante o acompanhamento médico e que haja interdisciplinaridade entre #otorrinolaringologistas, #fonoaudiólogos, e profissionais afins, para que esta interação resulte na melhora efetiva dos pacientes e diminuição significativa dos sintomas. Parabéns a todos os profissionais que se dedicam à esta área de atuação, proporcionando alívio, segurança e qualidade de vida aos seus pacientes. Por Cleiton Fortes CRFa.2-16967 #tontura #vertigem #VPPB #Labirinto #tontura_ao_deitar #Dix_Hallpike #Epley #manobras_de_reposicionamento #dia_da_tontura

COVID19 e Audiometria: dicas de prevenção para fonoaudiólogos e proteção ao paciente durante o exame

No "post" anterior abordamos o uso de Equipamentos de Proteção Individual, EPI durante a realização do exame otoneurológico em tempos de pandemia. Algumas pessoas perguntaram sobre o exame audiométrico, então, atendendo a pedidos, este post abordará também a prevenção de contaminação pelo novo corona vírus durante a realização da avaliação audiológica básica, que envolve os exames audiometria e imitanciometria, precedidos pela meatoscopia e anamnese. Descrevemos alguns cuidados que consideramos importantes e que estamos seguindo nos nossos atendimentos na FONOTOM, e podem servir como sugestões ou dicas para colegas fonoaudiólogos que estão como nós, preocupados em proteger a si mesmos e os pacientes que procuram nosso serviço. O exame de audiometria geralmente é considerado um exame eletivo. Dessa forma, é importante conversar com o paciente sobre a necessidade de fazer o exame neste momento de distanciamento social, considerado como principal recurso para prevenir o aumento da disseminação do vírus. Algumas pessoas podem querer apenas fazer um controle periódico, ou até arrumar uma desculpa para sair de casa, mas não apresentam queixas ou relatam sintomas que justifiquem o risco do deslocamento até a clínica e a realização do exame. Nestes casos, sugerimos orientar o agendamento da avaliação para um momento mais oportuno. Contudo, a audiometria também é um exame que pode ser considerado urgente como, por exemplo, em casos de perda súbita de audição, queixa de otalgia, hipótese diagnóstica de otite e labirintite, podendo auxiliar o médico a tomar decisões mais assertivas na escolha do tratamento ou conduta mais adequada para cada caso. Além disso, a audiometria também faz parte de outros protocolos de avaliação, como no caso do exame otoneurológico completo e avaliação para zumbido. Pacientes que precisam de ajustes ou reparos em aparelhos auditivos também podem precisar de urgência na realização do exame porque geralmente dependem deste recurso para sua comunicação. Os horários de atendimento precisam ser reorganizados para que o profissional tenha tempo suficiente para higienizar a sala e os materiais entre cada atendimento. É importante também que entre os profissionais haja uma discussão sobre estratégias para que os horários sejam agendados de forma a evitar o máximo possível junção de pessoas na sala de espera, e quando não for possível, reorganizar o posicionamento de móveis ou cadeiras de modo que seja possível manter o distanciamento mínimo de 1,5 m entre cada paciente. A anamnese faz parte da avaliação auditiva e é tão importante quanto o exame audiométrico. Sua duração pode ser ainda mais longa que ele, sendo assim uma condição de alto risco de contágio. Por isso, além do uso de equipamento de proteção individual (EPI), é necessário adotar estratégias que diminuam o tempo e o risco da sua prática, sem perder informações importantes. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do vírus acontece de uma pessoa doente para outra por contato próximo por meio de: toque do aperto de mão; gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro e objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc. Mesmo sem sintomas, uma pessoa pode estar contaminada e transmitir o vírus, por isso é necessário evitar conversar muito próximo e orientar o paciente sobre essa distância que precisa ser respeitada. Uma maneira é disponibilizar um questionário para o paciente responder enquanto espera, ou já tenha respondido em casa, fazendo com que o fonoaudiólogo já tenha uma prévia da história e com isso ele pode ganhar este tempo somente conferindo as informações e esclarecendo dúvidas. - Higienizar móveis e todos os materiais entre os atendimentos com álcool 70%. O otoscópio deve ficar sobre uma superfície de fácil higienização também com álcool 70%, ou sobre material descartável. As olivas da imitaciometria e os espéculos dos otoscópios devem ser desinfectados a cada uso. Apesar dos fabricantes recomendarem o descarte, os insumos são muito caros e por isso é prática comum realizar a desinfecção de materiais não críticos. Em relação à COVID19, por se tratar de um vírus que pode ser combatido facilmente com água e sabão, este recurso pode ser utilizado também para higienizar as olivas e espéculos, utilizando sabão neutro, escovinha e água corrente. Depois de lavados, podem ser emergidos em detergente enzimático por alguns minutos, mas é bom lembrar que quanto mais tempo em contato com o produto, mais rápido ele precisará ser descartado por conta do desgaste do material. - Computador, mouse e o próprio audiômetro podem ser higienizados com álcool isopropílico. Ele evapora mais rápido e não danifica os equipamentos eletrônicos. Alguns audiômetros, como o Callisto que usamos na FONOTOM, não precisam ser manipulados durante o exame porque todo o procedimento é feito pelo computador, o que facilita a higienização essencial entre os atendimentos. - Alguns materiais, principalmente os de borracha, como são a maioria dos coxins de fones supra aurais, são muito sensíveis e podem diminuir drasticamente seu tempo de vida útil se forem expostos com frequência a produtos como o álcool. Uma solução seria isolar estes equipamentos com materiais descartáveis para não terem contato com o paciente. - Para os fones supra existem protetores feitos de TNT e não interferem na realização do exame, porem, apesar de caros sao difíceis de encontrar. Eles podem ser substituídos por toucas de TNT, geralmente fabricadas para uso em cozinhas, e tem preço bem mais acessível e podem ser utilizadas de diferentes formas. - Se possível, utilizar cadeiras de material impermeável como são as de plástico e as revestidas de couro, para facilitar a higienização. No caso de cadeiras revestidas de tecido, cobrir com plástico ou materiais descartáveis que possam ser trocados a cada atendimento. - Proporcionar ao paciente uma sequência de condutas que ele não precise tocar em nenhum objeto, nem fone, nem cadeira, nem porta, nem parede e deixar ele ciente que isso é necessário para proteção de ambos. Não deixar os fones sobre a cadeira do paciente e preparar um local específico para deixá-lo pendurado enquanto não estiver sendo utilizado. - Evitar as cabines muito pequenas e apertadas. Elas geralmente causam desconforto aos pacientes e, nestas circunstâncias em que os pacientes não devem tocar em nada, com fone nos ouvidos e ainda com máscara, seu uso fica comprometido. - Disponibilizar álcool em gel 70% para os pacientes e sempre incentivar seu uso. - Usar todos os equipamentos de proteção individual recomendados, como máscara cirúrgica ou N95, óculos de proteção, jaleco e avental descartável e luvas. É importante lembrar que uso de máscara é essencial, porém dificulta a compreensão da fala de quem tem alguma deficiência auditiva, nosso maior público. Por isso, seja objetivo nas orientações iniciais e prefira sempre dar as instruções mais detalhadas com o paciente já preparado e com os fones posicionados, utilizando o microfone do equipamento, abreviando assim o tempo de proximidade com o paciente. - Prefira realizar a logoaudiometria com material gravado. Além de diminuir o risco de erro nas respostas por interferência do uso da máscara, evita a necessidade de ficar tirando e colocando ela no rosto. Aproveitando pra corrigir a imagem do último post, a recomendação para paramentação é que a máscara seja o primeiro EPI a ser colocado e o último a ser retirado. Estas recomendações para audiometria também são válidas em casos de exame de processamento auditivo, já que utilizam praticamente os mesmos materiais. Enquanto preparávamos estas dicas, o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) publicou no site uma nota orientativa sobre a higienização das cabines acústicas. Achamos interessante e testamos algumas orientações, como envolver materiais com plástico filme. Neste caso, envolvemos o otoscópio e o mouse, mas alertamos que equipamentos de precisam de ventilação e que podem superaquecer, precisa ter muito cuidado se for usar este recurso. Acreditamos que pode ser uma forma viável para materiais de difícil higienização sendo bastante útil e barato para ajudar na prevenção.

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